Dormir bem é essencial para a saúde física, emocional e mental. No entanto, o que deveria ser natural tem se tornado um desafio para grande parte da população. Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem com distúrbios do sono, o que representa aproximadamente 46% da população. Entre esses distúrbios, a insônia é um dos mais comuns e prejudiciais.
7Neste artigo, vamos mostrar os principais fatores que causam insônia, os impactos de dormir mal e dicas práticas para melhorar o sono — além de explicar como a terapia pode ajudar em casos de ansiedade que afetam diretamente o descanso.
O que é insônia e por que ela é tão comum?
A insônia é caracterizada pela dificuldade de iniciar ou manter o sono, ou pela sensação de sono não reparador. Suas causas são multifatoriais e envolvem desde hábitos de vida até questões emocionais.
Durante a pandemia de COVID-19, um estudo com mais de 6.300 pessoas mostrou que os sintomas de insônia estavam fortemente associados a:
- Dormir menos de 6 horas por dia (quase 4x mais risco – OR = 3,89);
- Sentir tristeza frequentemente (3x mais risco – OR = 2,95);
- Morar em grandes cidades (71% mais risco – OR = 1,71);
- Ter 40 anos ou mais (quase 2x mais risco – OR = 1,93);
- Baixo nível de educação e ocupação (2x mais risco – OR = 2,12).
Esses dados reforçam como a vida moderna — marcada por estresse, ansiedade e excesso de estímulos — contribui para o agravamento da insônia.
Quantas horas devemos dormir por dia?
Especialistas recomendam que adultos durmam em média 7 a 8 horas por noite. Dormir menos do que isso aumenta os riscos de:
- Dificuldades de concentração e memória;
- Alterações de humor, como irritabilidade e tristeza;
- Queda no rendimento profissional e acadêmico;
- Maior predisposição a doenças como hipertensão, diabetes e depressão.
Higiene do sono: 7 dicas para dormir melhor
A chamada higiene do sono reúne práticas e hábitos que favorecem um descanso de qualidade. Confira algumas estratégias simples e eficazes:
- Mantenha horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana.
- Evite o uso de celular, computador e TV antes de dormir — a luz azul das telas atrapalha a produção de melatonina.
- Crie um ambiente propício ao sono: quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável.
- Evite café, energéticos e álcool à noite, pois prejudicam o relaxamento.
- Não faça refeições pesadas antes de dormir — prefira lanches leves.
- Pratique exercícios físicos regularmente, mas evite treinos intensos muito tarde.
- Adote um ritual relaxante: leitura leve, banho morno, técnicas de respiração ou meditação.
Ansiedade e insônia: um círculo vicioso
A ansiedade é um dos fatores que mais atrapalham o sono. Quando a mente está acelerada, cheia de preocupações e pensamentos repetitivos, adormecer se torna um desafio. O problema é que a falta de sono, por sua vez, aumenta a ansiedade, criando um círculo vicioso.
Por isso, além de mudar hábitos, é importante olhar para as emoções e a saúde mental.
Como a terapia pode ajudar no tratamento da insônia
Quando a insônia está ligada à ansiedade e já interfere na rotina, buscar ajuda profissional é fundamental. A terapia psicológica ajuda a identificar gatilhos emocionais, controlar pensamentos acelerados e desenvolver técnicas de relaxamento que favorecem o sono natural.
Na Clínica Florescere, oferecemos apoio especializado para quem sofre com insônia e ansiedade, auxiliando no resgate do equilíbrio emocional e da qualidade de vida.
👉 Se você sente que suas noites mal dormidas já estão impactando sua saúde e seu dia a dia, não hesite em procurar ajuda. Dormir bem é cuidar de você.






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